Encantar é o lema maior entre crianças, jovens e até mesmo adultos. Muitos sonham em encontrar o encantamento. Mas o encantamento é provisório.
O descaso de cinco séculos na área da educação faz com que, mais uma vez, se pare para refletir e questionar os modelos, os investimentos, a qualidade, a capacidade de todos que participam da vida acadêmica e formativa de nossos filhos.
Precisamos fazer uma análise profunda a respeito dos resultados de nossas observações. “A “pocotização” (funk muito conhecido) começou há muito tempo.” Esse é o nosso ponto de partida.
Que ambiente estamos buscando para nossos filhos?
A escola é o local em que as experiências marcantes irão acontecer. A primeira paixão. A afirmação social e tantas outras. Nada se compara a isso. Voltando à nossa infância, provavelmente muitos episódios terão se perdido na memória, mas certamente aquela professora... aquele campeonato... aqueles momentos de conversas em rodinhas... o pátio e as mesas de tênis, xadrez, dama, aulas-passeio, viagens, ser conhecido pelo nome, por todos os funcionários... ficarão marcados para sempre. Mas, hoje, como escola, nos comprometemos com os sonhos desses meninos e meninas e de suas famílias.
O grande produto de uma instituição de ensino não é o ensino, mas, sim, o aluno, que é quem a escola vai entregar à sociedade, ao mercado e ao mundo.
Para onde vão os alunos-filhos que formamos? Ocuparão postos em todos os lugares. Preocupamo-nos com a inteligência dilapidada dentro de um padrão medíocre, sem princípios morais e éticos.
Não somos máquinas de ensinar, somos educadores, e isso inclui todos os funcionários de nossa instituição, seja administrativo ou docente, somos co-responsáveis de maneira significativa no processo de formação e transformação dos valores e princípios humanos. É comum encontrar, nos dias de hoje, educadores que só se preocupam em transmitir conhecimentos e conteúdos relativos às disciplinas. Mas buscamos intensamente ir além.
Temos urgência na educação de profissionais que tratam com profissionalismo as questões do aprendizado, da relação com o aluno, da interação com o ambiente de trabalho, com os colegas que buscam o seu aperfeiçoamento bem como sua qualidade de vida. E é certo que nunca conseguiremos transmitir aquilo que não somos e não vivemos.
Colheita.
Esse é o resultado vivido nesses dias de valores morais tímidos e imoralidades explícitas. Qualquer empreendimento que substitua profissionais bem formados por outros com fraca formação colherá perda de competitividade, perda de participação no mercado.
Formação sólida não se resume a instrução. Envolve valores morais, referências e vivências.... Em muitas instituições os processos de formação educacional e moral envelheceram, quebraram, ficaram ultrapassados. Muitos despejam no mercado pessoas cada vez menos preparadas. A realidade mostra que os valores morais são... relativos. As referências são substituídas por celebridades. Vivemos uma assustadora queda de qualidade nos processos que envolvem... gente. Daí essa pobre colheita.
O Colégio Água Viva oferece um ambiente onde evocam o amor, aconchego, atenção, preparação acadêmica, limite, carinho, compreensão. Não queremos desenvolver máquinas capazes de recitar a tabela periódica, mas, incapazes de se emocionar com um verso de Cecíclia Meirelles...
O profissional, qualquer que seja sua área, que não consegue exercer suas atividades com valores e princípios sólidos presentes em seu coração, tem instrução. Mas não tem formação.
O Brasil precisa de excelentes profissionais com instrução. Mas mais do que isto, precisamos de formação de valores.
“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria.”
Salmo 111:10
Andréia Macchia
Diretora do Colégio água Viva